Arquivos na janeiro de 2010
ESTOU DE FÉRIAS!!!
Somente em respeito aos meus leitores, aviso mais uma vez, que estou de férias.Só voltarei em 1º de fevereiro.
De qualquer forma, agradeço as dezenas de e-mail, pedindo para que o blog seja diariamente atualizado.
Por favor, tenham um pouquinho de paciência!
GESTÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DA ASSEMBLEIA
Precisamos urgentemente absorver e contextualizar, à luz de uma verdadeira consciência ecológica, os sucessivos relatórios científicos que estão a denunciar “uma destruição sem precedentes dos recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta. Os atuais meios de produção e de consumo precipitaram a humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a
maximização dos lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento”. Portanto, é inevitável, que cada um faça sua parte em busca da melhoria ambiental do planeta.
Na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, buscando implantar verdadeiramente essa “consciência ecológica”, foi instalado, atendendo determinação expressa, do presidente Marcelo Tavares (PSB), o Núcleo de Gestão Ambiental da Assembleia (popularmente chamado “Sala Verde da Assembleia”).
AÇÕES PLANEJADAS E EXECUTADAS DO PROGRAMA ECOASSEMBLEIA

Oiama fala sobre as ações da "Sala Verde".
Visitei na manhã de hoje (quinta-feira, 14), a “Sala Verde”, confortavelmente instalada no hall de entrada da Assembleia (Praça do Rangedor), e, fui recebido pelo coordenador do Programa de Gestão da Qualidade Ambiental da Assembleia Legislativa do Maranhão, o competente professor Oiama Cardoso.
Na oportunidade, Oiama destacou várias ações planejadas e já executadas pela “Sala Verde”, na área da “Casa do Povo”, dentre elas, destacamos:
• Revitalização da cobertura vegetal;
• Funcionamento da estação de tratamento de esgoto;
• Reuso da água na irrigação dos jardins;
• Otimização da estação de energia, buscando diminuição do desperdício de energia e;
• Reciclagem do lixo.
Agora, é só esperar que cada um, dos servidores aos deputados, faça a sua parte. E, isso inclui também, principalmente, os visitantes.
ALCÂNTARA:O CAOS NA EDUCAÇÃO

Da esq/direita:Professor Guterres, deputados Pavão Filho(PDT),Helena Haluy(PT),Domingos Paz(PSB),Rubens Junior(PCdoB),Marcelo Tavares(PSB),Rowsiclea Araujo Pereira, presidente do Sindicato dos Servidores Público de Alcântara, Valdinar Barros(PT) e o Vereador Binè, presidente da Câmara de Alcântara.
ALCÂNTARA: O CAOS NA EDUCAÇÃO
Por iniciativa do deputado estadual Valdinar Barros (PT), se realizou nesta manhã de terça-feira (12), uma Audiência Pública com o Sindicato dos Servidores Públicos de Alcântara, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.
A Audiência teve com objetivo debater, com o apoio do legislativo estadual, a precariedade das políticas publica do município de Alcântara, notadamente a de educação, a qual pelo quadro demonstrado, pelo Sindicato, está em completo abandono, por parte do poder público municipal daquele município.
APOIO POLÍTICO
O movimento encabeçado pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Alcântara, conta com efetivo apoio político

grevistas na Audiência Pública
daquele município. Dos 9 vereadores, oito estão engajado no movimento grevista.São eles: José Ribamar Castro Alves(Zezinho,DEM), Anderson Araujo(DEM),Eliomar Ferreira(DEM),João Clímaco(PSB), Marlene Pereira(PP)e R. Filho(PSDB). Para a presidente do Sindicato, professora Rowsiclea Araujo Pereira, é a primeira vez que um movimento

Rowsiclea mostra o abaixo-assinado dos moradores de Alcântara a favor do movimento grevista. 1.800 assinantes.
grevista em Alcantara, ganha um apoio tão expressivo, tanto da classe política quanto da população em geral.
Além do apoio político dos oitos vereadores de Alcântara, os grevistas receberam na manhã desta terça-feira, o apoio dos deputados estaduais, Valdinar Barros (PT), Helena Haluy (PT), Domingos Paz (PSB), Pavão Filho (PDT), Marcelo Tavares (PSB) e Rubens Junior (PCdoB).
As fotos, falam por si só.



Livros amontoados dentro de uma sala de aula
LIXO E LAMA ENGOLEM SÃO LUÍS
O blog do jornalista Marco D’Eça traz nesta terça-feira (05), uma bem ilustrada matéria sobre a sujeira que tomou conta dos logradouros públicos de São Luís, principalmente, da área da Fialho e adjacências. Por ser essa matéria de relevante interesse social, a transcrevemos abaixo, com o nosso inteiro apoio a tudo que lá está colocado.
Diz Marco D’Eça:
Quem mora na região da chamada “Nova Cohama” conhece bem a situação: a saída pelo Angelim se dá pelas vias por
trás da Gabryela do Bequimão. Uma das ruas, ao lado de um terreno baldio, já está tomada pelo lixo, agora misturado à lama deixada pela chuva.
Resultado da imundície e da má educação da própria população e do precário trabalho de coleta prestado pela Prefeitura de São Luís.
Na mesma região, no Residencial São Domingos I, uma das ruas está tomada por lixo e restos de material de construção. Na entrada do residencial Pinheiros, outro lixão a céu aberto.
Seguindo mais para o Centro, chega-se ao João Paulo. Na rua Agostinho Torres, um terreno baldio serve de depósito de lixo que atinge a via, por onde passam os ônibus. Fedor e imundície chegam a quilômetros.
O terreno está abandonado há anos, mas a prefeitura nunca tomou providências contra o proprietário, que deveria perder a posse do imóvel.
Quanto mais afastado do Centro, pior.
No Cohatrac há lixo não recolhido desde o Natal. Com as chuvas e a fermentação, micróbios já infestam os locais. Há focos deles no Planalto, na Cohab, e nas ruas próximas ao Itapiracó.
Semana passada, de volta à Cohama, um caminhão do Instituto de Paisagismo (Impur) fez a poda de algumas árvores no tradicional bar “Chico Canhoto”. Os galhos foram deixados na calçada e se espalharam pelas vias.
Na mesma rua Boa Esperança há vários pontos de esgotos estourados.
Em frente ao condomínio Málaga, a imundície jorra dia e noite, desde que a casa no canto da rua resolveu reformar o muro e estourou a encanação.
Mas à frente, na lachonete ‘Maria Bonita”, a Caema escavou para restaurar – ou fazer a ligação – da rede de esgoto. Foi embora e deixou a lama, hoje trnasformada em buracos de sujeira.
Este é o roteiro da imundície em São Luís.
É só segui-lo e se descobrirá o caos…
HERMÍNIO C. MIRANDA:90 ANOS SOMENTE NA ATUAL EXISTÊNCIA
HERMÍNIO CORREA DE MIRANDA: 90 ANOS SOMENTE NA ATUAL EXISTÊNCIA
O escritor espírita, Hermínio Correa de Miranda, completa nesta terça-feira (05), 90 anos de vida laboriosa, na qual mais de 70 anos dela, dedicados a literatura espírita.
A propósito, transcrevemos abaixo, uma síntese biográfica do Hermínio, elaborada por outro expoente da literatura espírita do nosso país, o competente escritor, Wilson Garcia.
Ao nosso querido Hermínio: Parabéns!
Hermínio C. Miranda – Opções Temáticas em sua Obra
por Wilson Garcia
Um dos escritores espíritas mais lidos da atualidade, também tradutor, Hermínio Correa de Miranda, nascido em 1920, tem um fôlego para pesquisas e leituras tão amplo que não seria de todo equivocado afirmar que é o escritor dos escritores. Equipara-se, talvez, neste aspecto e em certa medida a Ernesto Bozzano. Em sua obra, extensa e também densa, sobressaltam as referências bibliográficas, ao lado de suas preferências temáticas e de uma preocupação constante com as conceituações, que deseja colocar claras para melhor expressão do seu pensamento.
Contribui para isso a competente capacidade de ler em diversas línguas e uma memória privilegiada que Miranda demonstra possuir, valorizando sobremaneira o seu autodidatismo.
Tendo residido por algum tempo nos Estados Unidos, a serviço profissional, aprimorou ali não só os seus conhecimentos do inglês como também o gosto pela literatura profusa do país de Tio Sam, em especial as obras relacionadas aos temas de sua preferência.
Sem qualquer pretensão de analisar a obra completa de Miranda, podemos destacar quatro de suas opções temáticas: cristianismo (leia-se teologia), mediunidade, regressão de memória e reencarnação. Esta última, porém, parece estar muito à frente das outras, como atesta o prefaciador de um dos seus livros: “Em Doutrina Espírita, o ponto que mais o atrai é a reencarnação”.(1) Mais do que isso, é também assunto freqüente em praticamente toda a sua obra, pois, sempre que pode ele o introduz em reforço de seu pensamento.
Miranda não é um pesquisador do tipo Ian Stevensson ou Hernani Guimarães Andrade. Enquanto estes se preocupam com a análise dos fatos em seus detalhes comprováveis, quando trata da reencarnação Miranda se vale habitualmente de pesquisa biográfica com apoio em bibliografia consistente, em que estão presentes, inclusive, obras de história. É bem verdade que o seu livro mais denso sobre o tema - “Eu sou Camille Desmoulins” - escrito em parceria com o sujet da pesquisa, Luciano dos Anjos, conta com um outro tipo de apoio: a regressão de memória. É também verdadeiro o fato de utilizar as experiências com regressão de memória em outras obras sobre a reencarnação. Sua argumentação, entretanto, privilegia a comparação de dados biográficos, no que é rigoroso se assim podemos nos expressar.
O livro referido merece uma certa atenção, haja vista para as discussões que despertou quando de sua aparição no mercado, em especial por alguns detalhes curiosos: Luciano dos Anjos, sujet e personagem principal, é figura polêmica por suas preferências político-doutrinárias, em que se arrolam o discutível gosto pelo francês Roustaing (aquele do corpo fluídico de Jesus) e uma atuação extravagante no período em que esteve na Federação Espírita Brasileira. Estes fatos levantaram suspeitas sobre o livro, mas é preciso reconhecer a seriedade de Hermínio Miranda tanto na condução das pesquisas quanto na comprovação das informações obtidas durante os transes. Aliás, a polêmica surgiu antes mesmo da publicação do livro quando Luciano teria vetado a informação constante dos originais de que, em transe, se opunha à teoria roustainguista.
A seriedade de Miranda, nesta como em outras obras, é incontestável. Correndo o risco de ser contestado, avança ele na defesa de idéias próprias em alguns casos, inovando senão na originalidade do assunto pelo menos na utilização de novas designações para fatos conhecidos, como é o caso de seu “replay”, nome que atribui ao fenômeno observado por Ernesto Bozzano em “A Crise da Morte”, a respeito das lembranças que o indivíduo repassa no instante da desencarnação.
Seu pensamento é de que “o historiador ou historiógrafo não deve imaginar fatos inexistentes para preencher lacunas ou justificar a “sua” filosofia da História. Deve limitar-se a narrar os fatos, tal como se apresentam na documentação existente ou na melhor e mais verossímil tradição”.(2)
Ao lado de sua farta produção na linha da reencarnação, Miranda revela-se igualmente interessado nos fatos mediúnicos, privilegiado que foi pela convivência com alguns médiuns férteis em material de análise. Sua capacidade de registrar as informações obtidas por esta via, bem como de ampliá-las com pesquisas bibliográficas, permitiu-lhe escrever inúmeros livros, numa relação de que desponta a série Histórias que os Espíritos Contaram - nada menos de cinco volumes, três dos quais publiquei pela Correio Fraterno: A Dama da Noite, A Irmã do Vizir e O Exilado. Nestas obras surpreende o fato do autor trabalhar com a regressão de memória nos espíritos manifestantes.
Esta relação íntima com o plano invisível, que o autor diz ter durado algumas décadas em ambiente apartado do centro espírita, principiou por uma constatação: “Ao iniciar-se a tarefa, o conceito que eu formulava acerca dos espíritos era o dos livros que estudara durante o período de instrução e formação. Para mim, seriam entidades que, de certa forma, transcendiam a condição humana, quase como abstrações vivas, situadas numa dimensão que meus sentidos não alcançavam. Mas não era nada disso, os espíritos são gente como a gente! Sofrem, amam, riem e choram. Experimentam aflições, desalentos, alegrias, esperanças, tudo igual”.(3)
Também aqui, o material colhido por Miranda vai servir para as diversas outras obras que escreve, como é o caso, por exemplo, do livro Condomínio Espiritual, em que penetra com certa ousadia no terreno das ciências psicológicas, analisa a Síndrome da Personalidade Múltipla (SPM) e apresenta conclusões do tipo: “Se o leitor estiver a perguntar-se por que razão entra em cena a mediunidade nesta discussão, devo dizer-lhe que, a ser legítima a proposta de que são autônomas as personalidades que integram o quadro da chamada grande histeria (SPM), é de pressupor-se no paciente faculdades mediúnicas mais ou menos indisciplinadas, mas atuantes, que permitem não apenas o acoplamento de outras individualidades ao seu psiquismo, como manifestações de tais entidades através de seu sistema psicossomático” (pág. 26). Para deixar ainda mais claro o seu pensamento, Miranda afirma: “Pela minha ótica pessoal, a SPM não seria psicose nem neurose, mas faculdade mediúnica em exercício descontrolado” (pág. 252).
Ainda no plano das vidas sucessivas, Miranda acredita ser a reencarnação de um dos fiéis colaboradores de Martinho Lutero ao tempo da Reforma, tendo por esta personalidade uma inusitada admiração. Seus estudos sobre vidas anteriores incluem Lutero (este seria a reencarnação de Paulo). Isto talvez explique, entre outras coisas, o também grande interesse de Miranda pela teologia e, em especial, o Cristianismo, valendo destacar aí os dois volumes de As Marcas do Cristo e ainda Cristianismo: A Mensagem Esquecida.
Não se pode, portanto, deixar de mencionar neste ponto duas coisas: sendo afeito ao estudo da teologia, Miranda não se mostra um místico do tipo comum; apesar disso, é francamente partidário do aspecto religioso do Espiritismo, revelando-se aqui um dos poucos momentos de sua obra em que é contundente: “O Espiritismo está coerente com essa mensagem imortal, e, por isso, implantou-se tão solidamente sobre alicerce de três “pilotis”: ciência, filosofia e religião. Hoje, examinando os fatos do ponto de vista privilegiado da perspectiva, sabemos que o suporte religioso é o mais importante dos três”.(4) Segue, portanto, a linha emanuelina, em que não se contenta apenas em apontar sua visão, mas destaca o que entende ser o aspecto primordial: o religioso. Eis que o confirma: “O Espiritismo (…) se resume, em última instância, em uma proposta clara e objetiva de esforço pessoal evolutivo para substituir religiões salvacionistas, dogmáticas e irracionais. Fé racionalizada, purificada e sustentada pela experimentação, continua sendo fé, mais do que nunca. Se isto não é religião, que seria, afinal?”.(5)
Para finalizar, alguns aspectos curiosos em Hermínio Miranda:
1. Ele não é um escritor que se poderia dizer popular. Conquanto em alguns instantes demonstre intenções nessa direção, sua linguagem o trai, seu estilo é denso e portador de uma seriedade do tipo que não se permite, leves que sejam, algumas pitadas de jocosidade. Às vezes tenta, mas não logra sucesso. Por isso, seria interessante analisar a razão da excelente vendagem de seus livros;
2. Miranda abusa das conceituações e dos esclarecimentos tendo por base os dicionários e enciclopédias. Tem-se a impressão de que escreve com o “Aurélio” e a “Britânica” ao lado, a eles recorrendo constantemente. Isso pode significar, por exemplo, uma tendência ao didatismo, ao mesmo tempo em que preocupação com o produto final da recepção do leitor;
3. Verifica-se, também nele, uma quase excessiva preocupação de convencer o leitor de que não deseja modificar sua opinião acerca de determinados aspectos especialmente ligados à crença. Ao analisar o conjunto de sua obra, este fato se destaca com certa nitidez, contrastando com a firmeza com que defende suas opiniões.
Notas
1. Abelardo Idalgo Magalhães em De Kennedy ao Homem Artificial.
2. Reencarnação e Imortalidade, pág. 17.
3. As Mil Faces da Realidade Espiritual, pág. 10.
4. As Marcas do Cristo, vol I, Apresentação.
5. As Mil Faces da Realidade Espiritual, pág. 271.
Bibliografia
Alquimia da Mente, 2ª ed., Lachâtre, 1994. A Dama da Noite, Correio Fraterno, 1985. A Irmã do Vizir, Correio Fraterno, 1985. A Memória e o Tempo, 5ª ed., Lachâtre, 1996. A Reencarnação na Bíblia, Pensamento, 1999. As Marcas do Cristo, vol. I e II, 3ª ed., Feb, 1994. As Mil Faces da Realidade Espiritual, 2ª ed., Edicel, 1994. As Sete Vidas de Fénelon, Lachâtre, 1998. Autismo, Lachâtre, 1998. Candeias na Noite Escura, 3ª ed., Feb, 1994. Condomínio Espiritual, 3ª ed. Fé, 1995. Cristianismo: A Mensagem Esquecida, 2ª ed. Clarim, 1998. Eu Sou Camille Desmoulins, 3ª ed., Lachâtre, 1993. De Kennedy ao Homem Artificial, 2ª ed., Feb, 1992. Guerrilheiros da Intolerância, Lachâtre, 1997. Histórias que os Espíritos Contaram, 4ª ed., Alvorada. Lembranças do Futuro, Lachâtre, 1995. Nas Fronteiras do Além, Feb, 1994. O Exilado, Correio Fraterno, 1985. O Que é Fenômeno Mediúnico, Correio Fraterno, 1986. Reencarnação e Imortalidade, 4ª ed., Feb, 1991. Sobrevivência e Comunicabilidade dos Espíritos, 3ª ed., Feb, 1990. Swedenborg, uma Análise Crítica, Celd, 1991.